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Cansados reconstroem ponte para "Rota do Mosteiro" 2009 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Filipe Sousa   
Sexta, 06 Novembro 2009 03:06

O percurso escolhido para a realização da “Rota do Mosteiro” 2009 passa pelo trilho junto ao rio Neiva já conhecido pelos habituais participantes dos nossos passeios. Ora a ponte que faz a travessia de um pequeno afluente num ponto do trilho encontrava-se em péssimas condições, não garantindo assim a segurança dos participantes do nosso passeio.

Como tal, e querendo nós que esse trilho esteja incluído no percurso, pela beleza que proporciona aos participantes, decidimos reconstruir a ponte. Formou-se então a equipa de construtores:

 

César Meireis - Mestre-de-obras

Manuel Saleiro - Encarregado

Filipe Sousa - Carpinteiro

Renato Costa - Tractorista

Carlos Rei - Servente

O dia previsto para a intervenção foi o 24 de Outubro, no entanto não foi possivel por falta de tractorista, ficando adiada para o sábado seguinte, 31 de Outubro.

Desta vez ninguém faltou, a hora marcada foi as 7h da matina na casa do Manuel, para não variar o Filipe só chegou as 7h30. Era preciso carregar o material para o tractor.

Toda a madeira necessária foi conseguida a custo 0 pelo Manuel, à excepção das vigas mestras que foram fornecidas pelo recente membro cansado Paulo Couto. Tudo estava planeado, as medições tinham sido tiradas previamente, a maquinaria necessária tinha sido recolhida entre os diversos membros d’Os Cansados. Um gerador, cedido pelo Fernando, também um membro recente, uma serra circular, uma plaina eléctrica, um compressor e uma maquina de pregar.

As vigas mestras eram demasiado compridas para serem transportadas no tractor, foram levadas de camião pelo Leonel, irmão do Manuel, até ao sítio mais próximo que se conseguia. O resto do material ia no tractor que supostamente tinha de chegar ao local exacto da ponte, mas a tarefa não era fácil, a viagem foi atribulada.

As vigas mestras foram levadas até á ponte do Minante, daí para a frente foi necessário puxar pelo corpo e carrega-las ao ombro.

Chegados ao local, era este o aspecto da ponte.

A primeira tarefa passava por retirar a ponte velha, de forma a poder construir a nova no mesmo local. Este tarefa teve como ferramenta principal o “moitão”, não sei se isto é o nome técnico, mas é aquele que o Manuel lhe chama. Consiste num conjunto de roldanas que permite aplicar pouca força mas mover grandes cargas.

Como durante a construção era necessário atravessar varias vezes de um lado para o outro escoramos a ponte provisoriamente de modo a torna-la segura.

Começamos por preparar o terreno para implantar os pilares, como só tínhamos umas botas impermeáveis coube ao Manuel a tarefa de ir para dentro do regato.

Com o terreno preparado começamos a espetar os pilares, o Rei era o homem do martelão.

Entretanto o Filipe ia trabalhando a madeira.

Com os pilares espetados tiramos as medidas de modo a poder cortar o excesso e solidarizar os dois para aumentar a estabilidade geral da estrutura.

Colocamos as vigas para podermos ver se era preciso fazer algum retoque.

Apenas foi preciso dar um retoque num dos pilares em que o corte tinha ficado torto. Pois está claro, empresta-se a serra 5 minutos ao tractorista e sai logo porcaria. Nada que o Mestre não resolva!!

Chegava o meio-dia, enquanto Eu o Manuel e o Renato íamos afinando a estrutura o Filipe e o Rei foram buscar o reforço. Umas cervejitas, sumo, água, três frangos e batatas fritas.

Estes cansados comem que nem leões! Mais vale manter um burro a pão-de-ló. Peguei numa coxa, fui dar uma vista de olhos nas obras, quando ia para pegar em mais era isto que lá tinha. Ou se calhar não!!!

De volta ao trabalho, o Filipe dava os últimos retoques nas vigas.

Voltamos a coloca-las no sitio e da mesma forma que os pilares, solidarizamos as vigas uma à outra, sempre de forma a garantir a resistência geral da estrutura.

Com as vigas reforçadas, era preciso vira-las ao contrário de forma a poder fixa-las aos pilares e pregar o ripado.

Estava tudo pronto para começar a pregar o ripado.

Foi aqui que surgiu um problema. A máquina de pregar funciona a ar comprimido, para tal é preciso o compressor, sorte a nossa o gerador não tinha potência suficiente para fazer trabalhar o compressor. A solução foi ir buscar o compressor do Filipe que era mais pequeno e esperávamos que o gerador já tivesse potência suficiente. Caso contrário era preciso pregar tudo a martelo. Enquanto o Filipe foi a casa, fazia-se uma pausa.

Chegava o compressor.

Com este o gerador na tinha problemas e daqui para a frente foi sempre a aviar a pregar o ripado.

Como não podia deixar de ser, este trabalho tinha que levar a nossa assinatura!!

Ao fim de algumas horas de trabalho, o resultado foi este.

 

Escrito por:

César Meireis

Fotos por: Quem não estivesse a trabalhar pegava na máquina.

 

Actualizado em Quinta, 19 Novembro 2009 01:10
 

Comentarios 

 
#4 Filipe Sousa 2010-02-19 14:01
Boas!

No site principal, por baixo do gráfico de distância e altitude tem lá disponível o "track" para GPS, basta fazer download e abrir o ficheiro com o Google Earth para poder ver todo o percurso deste passeio.

Também pode entrar em contacto e vir andar connosco um domingo de manhã, por vezes fazemos este percurso ou parte dele.

Filipe Sousa
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#3 Luis Zeferino 2010-02-14 23:47
Boas
Estou a começar o BTT. Faço Viana - ponte de Lima - ponte da barca - Viana, Viana por Sta Luzia e pelas eólicas, etc. Estava interessado em fazer o passeio junto ao rio Neiva. Hoje fui pela Amorosa até Castelo do Neiva, mas depois não continuei, pois não conhecía o caminho. poderiam enviar-me uma imagem do google maps ou equivalente com o trajecto que tem no vosso site junto ao rio Neiva (Rota do Mosteiro), por favor?

Luis Zeferino
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#2 saleiro 2009-11-27 21:39
Quem ouve este mestre de obras a falar até pensa que é verdade
É pena que ainda nao tenha descoberto que pra furar uma pedra com um berbequim é preciso usar o martelo
Estas cá um mestre...
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#1 César Meireis 2009-11-24 19:36
Somos mesmo bons!!!
Tudo em que tocamos fica uma obra de arte!!
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