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No dia 25 de Abril de 2008 “Os Cansados” foram ao Gerês!
A hora marcada para a saída tinha sido às 7.30 mas como já é costume, estava toda a gente pronta menos o Zé! Eram 7.45 quando o Zé chega por fim à oficina. Meter as bikes na carrinha, distribuir o pessoal pelos carros e deu-se a partida! Na zona industrial juntou-se mais um carro à caravana, com dois membros do BBT (Barroselas Bike Team). Rumo a Ponte de Lima para nos encontrar com aquele que seria o nosso guia pelos trilhos do Gerês, o Sr. Abel, chega-se à conclusão que ninguém sabia qual o local onde o iríamos encontrar. Após alguns telefonemas e umas voltas para traz e para a frente lá encontramos o Sr. Abel e rumamos finalmente para o Gerês.
Eram 9.30 quando chegamos ao Mezio. Tirar as bikes da carrinha, equipar, tomar o pequeno-almoço e começar a andar.
Tínhamos percorrido apenas 1km quando se ouve o Rui: “Hey estou furado!” e nós “Já?”. O mecânico (Zé) foi chamado ao serviço, entretanto o Pinheiro começou a devorar a seu enorme farnel, mais parecia que tinha levado comida para toda a gente.
Problema resolvido, continuamos a nossa viagem. Saímos da estrada em alcatrão entrado finalmente no verdadeiro espírito BTT. A partir dai foi sempre a subir durante 14km, em algumas zonas o terreno era tão irregular que tínhamos de subir á mão, para ajudar à festa o calor começava a apertar. Porem éramos presenteados com paisagens magníficas, ribeiros, lagoas e algum gado selvagem.
Já com 8km de subidas nas pernas fizemos uma pausa, numa zona à sombra para refrescar um pouco e quem quisesse, comer alguma coisa para recuperar as forças.
De novo ao ataque e mais uns quilómetros de subidas.
Ao passar por um riacho deparamo-nos com um cenário hilariante. Um jipe completamente atolado no meio da lama e outros dois jipes a tentarem removê-lo sem qualquer efeito. Perante este aparato o Vasco decidiu tirar umas fotos. A senhora do jipe atolado é que não achou muita piada e começou para lá a mandar vir, e a ameaçar tirar a máquina. Em fim… um momento cómico.
Finalmente as subidas tinham acabado, proporcionando agora um momento mais “relax”. Encontramos uma pequena lagoa espectacular onde aproveitamos para recuperar um bocado as energias.
Continuando a descer chegamos a uma pequena aldeia onde havia uma fonte com água fresca. Aproveitamos para beber e encher de novo as mochilas com água.
Descemos mais um bocado até chegarmos a um pequeno café onde decidimos parar para almoçar.
Após uns finos, umas sandes de presunto, frango assado e por ai fora voltamos à estrada, aquilo que nos esperava era duro. Uma subida infindável em alcatrão ate entrar de novo na terra e continuar a subir!
Por fim e após uns duros 46km chegamos. Alguns de nós com um valente escaldão nos braços e pernas!!
Fotos: Rui Novo
Texto: César Meireis
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